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Projeto de Laércio leva conscientização sobre câncer de próstata para estádios, academias e bares

Projeto de Laércio leva conscientização sobre câncer de próstata para estádios, academias e bares
Senadores Nelsinho Trad (relator) e Laércio Oliveira (autor do PL) - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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A Comissão de Educação aprovou, em caráter terminativo, o Projeto de Lei 87/2025, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), que prevê a divulgação de informações sobre prevenção e conscientização do câncer de próstata em locais frequentados majoritariamente por homens, como estádios, academias e bares. A proposta altera a legislação que institui o Programa Nacional de Controle do Câncer de Próstata e busca ampliar o alcance das campanhas de saúde ao direcioná-las para ambientes muito frequentados pelo público masculino, de diferentes faixas etárias.

Segundo o senador, a iniciativa pretende aumentar a conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “A informação é essencial para quebrar preconceitos e incentivar os homens a cuidar da própria saúde. Quando há mais conhecimento, cresce também a procura pelos exames e pelos cuidados preventivos”, afirmou. Laércio também defende que as campanhas não fiquem restritas apenas ao mês de novembro, quando ocorre o Novembro Azul. Para ele, o tema precisa estar presente durante todo o ano. “Não podemos falar intensamente sobre o assunto em apenas um mês e depois deixar o tema desaparecer. A informação precisa ser contínua”, destacou.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Apesar da alta incidência, ainda existe resistência por parte de muitos homens em buscar diagnóstico precoce e realizar exames preventivos. “Essa barreira muitas vezes vem da desinformação ou do preconceito. Levar campanhas educativas para os lugares onde os homens estão pode ajudar a mudar essa realidade”, avaliou o senador.

O projeto também prevê a participação de autoridades sanitárias e de entidades privadas nas ações de conscientização, o que pode ampliar o alcance das campanhas e tornar as iniciativas mais eficazes.

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